sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

PERDÃO: QUEM NECESSITA DELE?



O Padrão do Homem
Cada um tem alguma ideia sobre o bem e o mal, mas nem mesmo duas pessoas têm exatamente o mesmo padrão. O que nós pretendemos fazer é fixar um padrão de bem pelo qual nós possamos medi-lo para cima, e um padrão de mal que não se pode incluir em nossas atividades.
Por exemplo, o bêbado pensa que não há prejuízo em beber, mas ele considera um pecado roubar. O homem ganancioso faz fraude em seus negócios diariamente e satisfaz a si mesmo pensando: “Todo mundo comete fraude em seus negócios, mas eu não bebo como os outros fazem.”
O homem de moral, e correto, justifica a si mesmo olhando de um modo diferente os bêbados e fraudadores, mas nunca considera o quão muito pecaminosos são os pensamentos e desejos que ele esconde em seu coração. Ele esquece que enquanto os homens olham somente para a conduta, Deus julga o coração (1 Samuel 16:7).
Nós congratulamos a nós mesmos por não fazer o mal que alguém faz, contudo nós passamos por cima dos outros pecados em nossas próprias vidas. Tudo isto, justamente, prova que as pessoas não julgam a si mesmas por algum padrão fixado de certo ou errado.
Ainda que elas adotassem um padrão que as tolerasse, entretanto, condenariam os outros.
O Padrão de Deus
Há um padrão pelo qual todos serão julgados: é a justiça de Deus. Todo aquele que estiver destituído deste padrão estará eternamente condenado. Uma pessoa consciente é conscientizada quando ela percebe que o que conta não é comparar a si mesmo com os outros, mas com a perfeição de Deus. Ela começa a entender que Deus vê o seu pecado, e ela vê a si mesma culpada e arruinada. Ela não mais atenta para justificar a si mesma por tentar encontrar alguém pior. Contudo, ela está ansiosa por saber se é possível para Deus , que condena os pecadores, poder realmente perdoá-la.
A Lei
Os Escribas e Fariseus eram pessoas muito moralistas e religiosas que ficaram muitíssimo chocados quando eles pegaram uma mulher no pecado de adultério. (Leia João 8:3-11.) Eles disseram que a Lei de Moisés ordenava que ela fosse apedrejada. Um homem sem escrúpulos é sempre confortado ao encontrar que seja pior do que ele mesmo. Ao acusar os outros é que eles perdoavam o seu próprio mal. Ele de pronto se regozija na iniquidade dos outros 
(ver 1 Corintios 13:6).
Graça
Como os Escribas e Fariseus, nós frequentemente nos gloriamos na queda dos outros. Mas nós não podemos suportar ver Deus demonstrando graça, que é tão oposta ao nosso pensamento, que nós a consideramos uma injustiça. Graça é a plenitude de Deus e o perdão gratuito de cada pecado, sem querer alguma coisa em troca. Nós não demonstramos graça, e não queremos que Deus a demonstre, também!
Contudo é humilhante admitir que nós somos inteiramente dependentes da graça para a salvação. Nada que nós tenhamos feito ou possamos fazer, nos torna dignos da graça. A verdade é, nossos pecados são a única reivindicação que nós temos na graça! Os Escribas e Fariseus não podiam entender isto. Não desejando admitir que eles eram pecadores, eles desejaram acusar Jesus de ser injusto se Ele absolvesse a mulher; e se Ele a condenasse, eles poderiam dizer que Ele não era misericordioso. “Ela poderia ser apedrejada,” eles diziam: “O que Você dirá?”
Veredito de Culpa
A sentença deles era justa. A mulher era culpada. A lei era clara. Um homem pode facilmente condenar, mas quem tem o direito de executar a justiça?
Jesus disse a eles: “Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” (João 8:7).
Pois, cada um deles era pecador, e nenhum deles poderia arremessar a pedra. Todos eles estavam debaixo da mesma sentença que a mulher: “ O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23). A acusada e os seus acusadores eram todos culpados. Não mais “ela deveria ser apedrejada,” mas “todos deveriam ser apedrejados.”
Nesta triste condição, você poderia agir do mesmo modo que os Escribas e Fariseus agiram?
Quando as consciências deles os convenceram, eles caminharam para longe Daquele que podia perdoá-los. Adão fez a mesma coisa no jardim; ele se escondeu de Deus quando ele sabia que ele era culpado. Ele foi para longe de seu único Amigo quando ele mais necessitava de Sua ajuda.
É a mesma coisa hoje. O homem está com medo do Único que está pronto a perdoar.
Você pode ser capaz de persuadir a si mesmo de que você não é tão mau. Você sempre pode encontrar outros piores. Mas, você é um pecador? Deus diz que: “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).
Então a morte é a sentença de Deus: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4). Se nós unicamente ouvíssemos que Deus é justo, não haveria esperança.
Mas Ele é ambos: um “Deus justo e Salvador ” (Isaías 45:21). Ele condena, e tem o poder de executar. A única pergunta que permanece é: “Ele pode perdoar?”
Perdão
Ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio.” Ela estava diante Daquele único que era “sem pecado,” e que, talvez, poderia apedrejá-la. A lei já a tinha condenado. O que Ele poderia fazer? Este foi um momento de intensa ansiedade para ela. Somente Jesus tinha o poder da vida e da morte. O Homem não ousaria apedrejá-la; ousaria? “Nem Eu também te condeno; vai-te e não peques mais.”
A mensagem da graça aos pecadores é a mesma hoje. Mas é unicamente para o pecador que permanece conscientemente convencido diante do Juiz. A auto-justiça dos Escribas e Fariseus não a ouviram. Eles estavam convencidos, mas eles não ficaram para confessar os seus pecados. Antes, eles correram para enterrar as suas convicções em mais boas obras. Eles não puseram a si mesmos no mesmo nível da mulher adúltera, que teve esta bendita palavra de paz!
Se você desejar ter o perdão completo e gratuito de Deus, você primeiro deve tomar o seu lugar como um pecador culpado – a sós com Jesus, auto-condenado conscientemente. Você também não tem em quem confiar, nem mesmo alguém para você comparar consigo mesmo.
Você não pode fazer alguma penitência ou fazer alguma resolução que mudará a sua vida. Você não pode fazer a si mesmo melhor do que se você vir a Ele. Como diz a canção, cada um deve vir “Tal qual estou” – condenado diante Daquele único que tem o poder de julgar e perdoar.
Perdão Incondicional
O Senhor não deu à mulher um perdão condicional. Ele não disse: “Eu não te condeno, se você não pecar mais.” Não!
Ele deu a ela perdão pleno e completo primeiramente. Para ter poder sobre os seus pecados, você deve primeiro reconhecer que eles têm sido perdoados por Deus através de Cristo. Se você tentar dominar o seu mal antes que você reconheça o perdão de Deus, você falhará. É por isso que Jesus disse: “Nem eu também te condeno,” antes que Ele dissesse: “Vai-te e não peques mais” (João 8:11).
Nosso relacionamento com o Salvador deve começar com: “Nem eu também te condeno.” Então nossa paz virá da fé no sangue de Sua cruz, pela qual Ele produziu paz.
A avaliação de Deus sobre os nossos pecados é muito maior que  àquela que nós mesmos fazemos, mas Ele providenciou o sangue de Seu Filho para pagar pelo nosso pecado. O quanto mais eu for capaz de ver a mim mesmo como um pecador, o quanto mais eu valorizarei aquele precioso sangue que foi derramado para trazer paz para mim.
Você pode conhecer a paz e a alegria de ter todos os seus pecados perdoados através da fé no sangue de Jesus, e a vitória sobre aqueles muitos pecados que o mantém cativo.
John Nelson Darby (1800-1882) , editado.
Escrituras: Almeida Revista e Corrigida.
© 2013, Sociedade Bíblica do Brasil.
Usado com permissão.
Grace & Truth. FORGIVENESS: who needs it?
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