quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A HISTÓRIA DE ANN LIVELY E SUA BÍBLIA





(THE HISTORY OF ANN LIVELY AND HER BIBLE)



        SERIES 1, Nº 01, AMERICAN TRACT SOCIETY

Você gostaria de ouvir sobre a pequena Ann Lively e sua Bíblia? Venha, então, e esteja muito atento ao que eu digo; pois quando eu conto uma história, eu não gosto de ver as crianças olhando ao seu redor, e pensando em qualquer coisa também. Eu devo ter sua atenção, ou não posso consentir em contar minha história.

Quando Ann Lively era uma garota muito pequena, ela costumava se sentar em meus joelhos, e mostrar-me o A B C e o resto de suas letras. Ela logo começou a soletrar um pouco, e achei muito fácil ensiná-la a ler, pois ela tentou se lembrar de tudo o que eu disse a ela. Quando ela ficou mais velha, ela costumava sentar-se em minha cadeira, e ler para mim muito belamente, e sempre guardava seus livros cuidadosamente quando acabava de ler.

Ann estava tão atenta ao que eu disse a ela, e fez tanto esforço para melhorar, que eu dei a ela uma pequenina Bíblia muito arrumada. Estava encadernada em couro azul, e as folhas eram douradas nas bordas. Eu dei a ela este livro para o seu próprio bem, porque eu estava certa que ela cuidaria dele. Ela pediu a sua mãe um pedaço de pano, naquela noite, e fez uma caixa para guardá-la dentro.

Ann tomou grande cuidado com a Bíblia, quando terminava de ler, ela sempre a colocava com muito cuidado em uma prateleira em seu quarto. Ela costumava lê-la todo dia, e orava a Deus para capacitá-la a entender o que ela lia. Logo descobri que ela gostava de ouvir sobre o Salvador, pois sentia que ela não podia ser feliz a não ser se O amasse.

Ela sentia que não havia outro jeito de ser feliz, porque seu pequeno coração estava inclinado a muito frequentemente fazer o que não é correto. Este é o que ocorre com vocês, minhas queridas crianças, bem como Ann Lively; mas o Espírito Santo pode dar a cada um de vocês um novo coração, e fazê-los amar o que é correto e bom.

Eu acho que Ann começou a entender o que a Bíblia dizia a ela sobre Cristo; e ela desejava amá-Lo. As pessoas estão sempre prontas a falar sobre o que mais gostam, e eu descobri que Ann gostava de falar sobre o Salvador. Isto é porque ela desejava amá-Lo e servi-Lo: ela desejava ser como Maria que se assentou aos Seus pés.

Costumamos falar com muita frequência sobre Cristo, e o que Ele disse aos Seus discípulos. Ann desejava servi-Lo, e Ele estava grato em dar a ela graça de fazer isto. Ela me lembrava do pequeno Samuel, de quem está escrito, que “Ele crescia diante do Senhor, e fazia-se agradável, assim para com o Senhor como também para com os homens.” – Você não se maravilhará em ouvir que todo mundo amava ela.

Algum tempo depois, fui para um lugar muito distante, e era incerto quando eu deveria retornar. O dia antes que eu fosse, dei a Ann vários livros lindos, que contava a ela sobre crianças e pessoas jovens que amavam o Salvador. Eu não pararei para contar a vocês os seus nomes, mas ouso dizer que vocês têm visto alguns deles.  

Eu não retornei até o próximo ano. Quando eu retornei, vocês estejam certos que eu perguntei sobre Ann: fiquei triste em descobrir que seus amigos não davam inteiramente tão bom relato dela como eu desejava ouvir. Eu não quero dizer que eles reclamavam dela como uma garota malvada, mas que ela não era completamente tão boa quanto costumava ser. Fiquei triste em ouvir isto, e quando ela estava em seu próprio quarto, subi as escadas para vê-la.

Quando abri a porta, fiquei muito grata em encontrá-la em oração. Esperei até que sua oração terminasse, e, então, perguntei a ela como estava, e se gostava dos livros que eu tinha dado a ela. Ela me disse que os tinha lido, e estava muito satisfeita com eles, e esperava que ela pudesse ser uma garota melhor.

Os livros foram colocados nas prateleiras dela; e eu estava grata em ver que eles haviam sido lidos, ainda que eles não estivessem muito sujos, nem os cantos das folhas sido dobrados. Mas no topo da prateleira deitava-se sua pequena Bíblia, e eu fiquei completamente triste em observá-la coberta com poeira. Pude ver que ela não esteve fora de sua caixa por algum tempo; parecia como se ela não tivesse sido aberta por um mês.

“Ann,” disse eu, “como é isto? Estou com medo que você não tenha lido a sua Bíblia diariamente, como você costumava fazer?” “Não, madame,” ela disse, “Eu li os livros que você me deu, contudo. Eles são bons livros, você sabe, madame, e falam sobre Cristo, e como devemos amá-Lo, e que não podemos ser feliz se não agirmos assim, e eu os leio ao invés da minha Bíblia.”

“Oh, Ann!” disse eu, “agora eu não me preocupo que eu tenha ouvido que você não é completamente uma garota tão boa como você costumava ser.” Eu então disse a ela que não é somente necessário saber o que a Bíblia nos ensina, mas devemos guardar em nossas mentes continuamente o que está escrito nela. O Salmista diz: “Pelos Teus mandamentos, alcancei entendimento; pelo que aborreço todo falso caminho.” Se negligenciarmos fazer da Santa Palavra de Deus o nosso estudo diário, devemos esperar que os seus preceitos escorreguem e sejam cortados de nossas mentes.

Disse a ela que foi muito correto ler os outros livros, e havia muita razão para ser grata por tantos bons livros agora escrito para as crianças. Mas isto, apesar deles poderem nos contar muitas coisas boas, já não devemos negligenciar a Santa Palavra de Deus, que foi enviada com o propósito de nos tornar sábios para a salvação.

Estou alegre em dizer que Ann atendeu ao que eu disse: ela está ficando mais velha agora, e pode ser dito dela, como foi dito de Timóteo: “Desde a tua meninice, sabes as Sagradas Letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.

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