terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O Pregador e o Médico





“Se eu pretender justificar-me, a minha boca me condenará, se mostrar-me inocente, Ele me convencerá culpado.” 
(Jó 9:20)

    Um cético uma vez perguntou a um devoto pregador, se ele pregava para salvar almas. O pregador respondeu que sim.

     “Já viu uma alma?” perguntou o cético.
     “Não.”
     “Já ouviu uma alma?”
     “Não.”
     “Já provou uma alma?”  
       “Não.”
     “Já cheirou uma alma?”  
       “Não.”
     “Já sentiu uma alma?”  
     “Sim, graças a Deus, respondeu o pregador.

     “Bem,” disse o médico cético, “há quatro dos cinco sentidos contra um que não existe alma.”

      Parando aqui o médico teria sido confirmado em sua crença errônea; mas a seu turno, o pregador, sendo informado de que ele era médico, perguntou:

    “Já viu uma dor?”
    “Não,” ele respondeu.
    “Já ouviu uma dor?”
    “Não.”
    “Já provou uma dor?”
    “Não.”
    “Já cheirou uma dor?”
    “Não.”
“Já sentiu uma dor?”
“Sim, disse o médico.

     “Bem,” disse o pregador, “há, como vedes, também, quatro sentidos contra um para provar que não existe tal coisa como dor; ainda vós sabeis que existe tal coisa como dor, e eu sei que a alma existe.”
   
O médico ficando confundido, foi-se em seu caminho. 

(Do Echo da Verdade)

 IMPRENSA EVANGELICA.
VOL. XXII, Nº 37, 11 de Setembro de 1886, p. 293.




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