quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O ÚLTIMO FOLHETO


 

Havia um comerciante bondoso que nunca abria sua loja aos domingos. Cedo, ia à igreja e à tarde costumava sair distribuindo folhetos.
Um domingo à tarde, este comerciante sentiu um grande cansaço.
Deitou no sofá e deixou os folhetos em cima da mesa. De fora a chuva caía sem parar. Passaram-se uns instantes e seu filho de onze anos entrou na sala. Viu os folhetos em cima da mesa. Ficou surpreso e perguntou:
— Pai, o senhor não vai distribuir folhetos hoje?
— Não, meu filho. Está chovendo muito lá fora.
— Pai, e quando chove, Deus não se interessa pelas pessoas?
Foi pego de surpresa pela pergunta de seu filho. Explicou:
— Meu filho, quando chove, não há pessoas na rua.
Então contou o motivo principal por que não estava saindo:
— E além do mais, estou cansadíssimo.
— Pai, o senhor quer que eu vá em seu lugar?
O pai ficou emocionado ao ver a boa vontade do filho. Disse:
— Que Deus o abençoe pela boa vontade, mas você ainda é muito novo para sair assim.
— Pai, por favor…
— Não convém que você saia nesta chuva.
— E se eu levar o guarda-chuva? Posso, pai?
Quando o pai não respondeu, o filho interpretou seu silêncio como consentimento. Foi pegar o guarda-chuva e voltou cor rendo. Disse:
— Pai, estou pronto!
Não querendo contrariar o filho, o pai lhe arrumou alguns folhetos.
Havia água em todo lugar e de fato, quase ninguém se encontrava
na rua. Com grande dificuldade, conseguiu distribuir uns poucos folhetos. Faltava apenas um. Estava começando a ficar escuro, mas seu pai havia dito: “Volte quando os folhetos acabarem”. E sendo que levava sua responsabilidade a sério, não quis voltar em casa até não sobrar mais nenhum folheto.
De repente teve uma ideia. Se as pessoas não saem, então tenho que ir para onde as pessoas estão. Foi à casa mais próxima e bateu à porta.
— Quem é? — alguém perguntou de dentro.
Seu coração pulou de susto. Não conseguiu falar nada. Ficou esperando. Quando ninguém atendeu, levantou a mão e bateu de novo.
— Quem é?
Esperou, mas ninguém atendeu à porta. Tornou a bater, desta vez com mais força.
— Quem é que está batendo? — indagou a voz de dentro.
Desta vez o menino não desistiu. Continuou batendo até a porta
abrir. Na sua frente viu uma mulher. Parecia que estava muito
preocupada. Mas o menino não ligou com o semblante dela. Sorrindo, disse:

— Minha senhora, vim especialmente para trazer o evangelho para a senhora.
E entregou o folheto em sua mão.
— Obrigada.
O menino voltou a enfrentar a chuva e dirigiu-se para casa.
No domingo seguinte a igrejinha estava cheinha. O comerciante era o porteiro. Seu filho estava dando uma mão.
Durante a reunião a oportunidade foi dada para qualquer pessoa que quisesse dar um testemunho. Uma mulher idosa, com o rosto luminoso, se levantou e disse:
— Louvado seja o nome de Deus! Ele mandou um anjo para me salvar. Caso contrário, eu já estaria morta. Domingo passado eu me encontrava num beco sem saída. Eu sou pobre. Faz pouco tempo que perdi meu marido e meu filho. A vida não tinha mais sentido para mim.
E para piorar as coisas, a chuva não parava. Resolvi acabar com tudo isso. Arrumei uma corda para me enforcar. Mas no último instante, antes de eu fazer esta coisa tão terrível, alguém bateu à porta. Resolvi esperar até a pessoa ir embora, para me enforcar. Mas a pessoa não parou de bater.

“Finalmente, resolvi atender à porta. E lá de fora vi um anjo. Estava sorrindo e me entregou um folheto. Quando fui ler o folheto, sabia que tinha sido Deus quem o havia mandado. Sabia também que ele não me havia abandonado, como pensara antes. Naquele instante confessei meus pecados, pedi perdão e o Senhor me perdoou!
 Enquanto falava, o menino disse baixinho ao pai:

— É aquela a mulher que eu falei para o senhor.
Foi aí que o pai compreendeu que o Senhor utilizara seu filho para levar as boas novas da salvação para uma alma perdida no pecado.

Gospel Gleaners
Taken from: John Three Sixteen


Nenhum comentário:

Postar um comentário