sábado, 7 de março de 2015

FÉ E ARREPENDIMENTO: Charles Haddon Spurgeon (1834-1892)




Em todos os homens, a verdadeira conversão vem acompanhada do senso do pecado, de que falamos sob o título de convicção; da tristeza pelo pecado, ou seja, do santo pesar por tê-lo cometido; do ódio ao pecado, que prova que o seu domínio terminou; e da fuga prática do pecado, que mostra que a vida no interior da alma influi na vida exterior. Fé verdadeira e arrependimento verdadeiro são gêmeos; seria ocioso tentar dizer qual nasce primeiro. Quando uma roda se move, todos os seus raios se movem juntos; assim, todas as graças começam a agir quando o Espírito Santo opera a regeneração. Contudo, o arrependimento é absolutamente necessário. Nenhum pecador olha para o Salvador com os olhos enxutos e com o coração empedernido. Portanto, procurem quebrantar os corações, levar as consciências a se convencerem da culpa, e afastar as mentes do pecado, e não se deem por satisfeitos enquanto toda a mente não estiver profunda e vitalmente transformada com relação ao pecado.

O Conquistador de Almas
Charles Haddon Spurgeon (1834-1892).
Publicações Evangélicas Selecionadas.
São Paulo-SP, 3ª edição, 1993.

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