sábado, 30 de maio de 2015

DUAS HISTÓRIAS EM UMA: S. D. GORDON (1859-1936)




E levaram-no ao lugar do Gólgota, que se traduz por lugar da Caveira. E deram-lhe a beber vinho com mirra, mas ele não o tomou. E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sobre eles sortes, para saber o que cada um levaria. E era a hora terceira, e o crucificaram. E, por cima dele, estava escrita a sua acusação: O REI DOS JUDEUS. E crucificaram com ele dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda. E cumpriu-se a Escritura que diz: E com os malfeitores foi contado. E os que passavam blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ah! Tu que derribas o templo e, em três dias, o edificas! Salva-te a ti mesmo e desce da cruz. E da mesma maneira também os principais dos sacerdotes, com os escribas, diziam uns para os outros, zombando: Salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo. O Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos. Também os que com ele foram crucificados o injuriavam. E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona. E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lemá sabactâni? Isso, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que chama por Elias. E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo. E Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo. E o centurião que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.
Marcos 1 5: 22-39


A Cruz expõe duas histórias: uma tenebrosa, um vaso feio tenebroso, a história do pecado. O pecado lavrou a cruz, e teceu os espinhos, e direcionou os cravos: nosso pecado. E uma história, esta, em vermelho, fluindo um vermelho vibrante, a história do amor, Seu amor, que entregou-se à cruz e aos cravos e à vergonha por nós. E somente a paixão de Seu amor ardendo por dentro nos fará odiar o pecado, então, somente o Seu sangue poderá limpá-lo.


THE BENT-KNEE TIME.
S. D. GORDON (1859-1936)
AMERICAN SUNDAY-SCHOOL UNION. PHILADELPHIA, 1918, p. 86.

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