segunda-feira, 25 de maio de 2015

O AMOR NUNCA FALHA: S. D. GORDON (1859-1936)



E disse: Um certo homem tinha dois filhos. 
E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. 
E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. 
E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. 
E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. 
E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. 
Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. 
E começaram a alegrar-se. 
Lucas 15:11-24.

Pródigos são mais comuns do que pensamos. Um filho insatisfeito com a maneira de agir do Pai, recebendo tudo o que ele pode para si mesmo, moribundo em seu próprio caminho, cortando o freio, claramente um pródigo em espírito, ainda não no final da sua corda — a última etapa. Mas o amor do Pai supera qualquer iniquidade do pródigo — sábio, paciente, esperando até atingir o fim do beco sem saída, vigiando sem descanso, correndo ansiosamente para o bem-vindo de volta. O amor alcança o pródigo ainda.

 THE BENT-KNEE TIME.
S. D. GORDON (1859-1936)
AMERICAN SUNDAY-SCHOOL UNION. PHILADELPHIA, USA, 1918, p. 16.

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