segunda-feira, 29 de junho de 2015

Busque uma visão de Jesus: Samuel Logan Brengle (1860-1936)


Certa vez, uma mulher me contou que havia dado as costas a Jesus porque um homem que se dizia cristão dera um tapa na cara do seu marido. O que ela não me contou (e que fiquei sabendo mais tarde) é que o homem confessou seu erro e pediu perdão.

“Bem, aquilo foi mesmo terrível”, eu respondi, “mas você não deveria ter dado as costas a Jesus por conta disso. Você sabia que bateram na face de Jesus, que ‘o esbofetearam’?” (Mateus 26.67). Ela arregalou os olhos e olhou para mim com espanto.

“E você sabia que cuspiram em sua face, puseram uma coroa de espinhos sobre sua cabeça, despiram suas costas e chicotearam-no até deixá-lo todo dilacerado, cortado e sangrando – foi assim que os soldados romanos, sob Pilatos, o trataram. Em seguida, o golpearam na cabeça e zombaram dele; puseram uma enorme cruz nos seus ombros, que deve ter pesado cruelmente em cima de suas pobres costas machucadas. Mas ele a carregou, e lá no Calvário o crucificaram; cravaram grandes pregos em suas mãos e pés, e, levantando a cruz, deixaram-na cair pesadamente no buraco que haviam preparado. Isso deve ter rasgado e dilacerado suas mãos e pés terrivelmente, mas ele orou: “Pai, perdoa-lhes” (Lucas 23.34). E lá, dependurado em agonia e dor, enquanto o roubavam de suas únicas peças de roupa, deram-lhe a beber vinho com fel e, sacudindo a cabeça, zombaram dele. Então, ele abaixou a cabeça e morreu. Isso tudo ele sofreu por você, minha irmã, mas você lhe deu as costas porque alguém tratou mal seu marido!”

Enquanto eu falava assim, ela viu Jesus. Com isso, o pecado do outro homem foi perdendo o foco, e seu próprio pecado foi crescendo diante de seus olhos, até que ela caiu em prantos; então, levantando-se, foi correndo em lágrimas para confessar, em contrição, seu próprio pecado ao Senhor e, creio eu, para ser restituída à sua graça.

Quando alguém recebe uma visão como essa de Jesus, ele para de culpar os outros e presta atenção apenas ao próprio pecado, pelo qual não consegue mais dar desculpas. Ele assume a responsabilidade, se declara culpado e confessa o erro com coração contrito e quebrantado. Só então, contemplando a face compadecida do Salvador que sofreu no seu lugar, ele pode confiar, receber perdão, alcançar a paz e tornar-se uma nova criatura em Cristo Jesus.

Essa é a visão e a fé que geram amor pelo Salvador, que produzem obediência no coração, que salvam de todo pecado e que concedem amor e habilidade para salvar outros também.

Oh, meu irmão, minha irmã, eu imploro que você tire os olhos de outras pessoas e fixe-os em si mesmo e em Jesus; assim você tirará a “trave” do próprio olho e verá claramente como tirar o “cisco” do olho do seu irmão! (Mateus 7.5).

Se você lida com pessoas que estão sempre confessando os pecados de outros, rogo que você os trate com muito carinho, conquanto também com firmeza, para não se esquecer da “caverna do poço donde fostes cavados” (Isaías 51.1), e para não agir com severidade com eles por uma falha da qual você pensa estar livre, embora não esteja totalmente.

Lembre-se das palavras de Paulo: “Irmãos, se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas tentado” (Gálatas 6.1). Tenho visto homens caírem por não terem sido gentis com aqueles que haviam caído. Lembre-se das palavras de Jesus: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração” (Mateus 11.29). Como é difícil aprender essa doce lição de mansidão e humildade de coração! Mas essa é a primeira lição que Jesus nos pôs para aprender.

http://www.oarautodasuavinda.com.br/confessando-os-pecados-dos-outros

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