sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CONVERSÃO: JOSEPH P. ALLEINE (1634-1638)




A conversão não se fundamenta na justiça moral.

Esta justiça não ultrapassa a dos escribas e fariseus, portanto, não pode conduzir-nos ao Reino de Deus (Mateus 5:20). Antes de sua conversão, Paulo era irrepreensível segundo a justiça que há na lei (Filipenses 3:6). O fariseu poderia dizer: “Não sou roubador, injusto, adúltero” etc. (Lucas 18:11). Vocês precisam de alguma coisa além disso para apresentar, ou seja como for que se justifiquem, Deus os condenará. Eu não condeno a moralidade; mas os aconselho a não descansarem nela. A piedade inclui a moralidade, assim como o Cristianismo inclui a humanidade, e a graça inclui a razão; mas não devemos confundir as coisas.

A conversão não consiste numa conformidade exterior às normas de piedade. É certo que os homens podem ter uma aparência de piedade, mas sem eficácia (II Timóteo 3:5). Podem, fazer longas orações (Mateus 23:14), jejuar frequentemente (Lucas 18:12), ouvir de bom grado a Palavra de Deus (Marcos 6:20), e serem muito zelosos no serviço de Deus – ainda que isso lhes seja caro e dispendioso (Isaías 1:11), e mesmo assim, não serem convertidos. Devem ter alguma coisa a mais para argumentar em seu favor do que simplesmente o fato de ir à igreja, dar esmolas, e  fazer uso da oração, para provar que são verdadeiramente convertidos. Não há serviço exterior que um hipócrita não possa fazer, até mesmo dar todos os seus bens para o sustento dos pobres e o seu corpo para ser queimado (I Coríntios 13:3).

Um Guia Seguro Para o Céu.
JOSEPH P. ALLEINE (1634-1638).
PUBLICAÇÕES EVANGÉLICAS SELECIONADAS.
SÃO PAULO-SP, 1987.

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