terça-feira, 25 de agosto de 2015

TARDE DEMAIS: OSWALD J. SMITH




     D. L. Moody ensinava uma classe de moços. Ele conseguiu levar a maioria a aceitar a Cristo, um porém, recusou-se a se entregar. Um dia ele falou-lhe a respeito de sua decisão.

     “Ouça, Sr. Moody”, disse o jovem, “eu vou para o Oeste e depois que fizer fortuna, voltarei, e prometo que aceitarei a Cristo”. E dizendo isto partiu.

     O Sr. Moody ouviu-o com o coração triste. Algumas semanas depois o moço adoeceu seriamente e foi levado para o hospital. O Sr. Moody o visitou e curvando-se sobre o seu leito outra vez falou-lhe da necessidade de aceitar a Jesus Cristo. Uma vez mais, com voz fraca, o jovem recusou dizendo: “Sr. Moody, eu não vou morrer. Vou restabelecer-me e como lhe disse anteriormente, vou para o Oeste. Quando voltar me tornarei um crente. O Sr. Moody saiu com o coração pesado.

Finalmente um dia, o jovem, restabelecido, encontrou-se com o Sr. Moody na varanda de sua casa. Estendendo-lhe a mão, o jovem disse: Vim para despedir-me. Estou partindo para o Oeste.”

    O Sr. Moody, pondo a mão sobre os ombros do jovem, mais uma vez falou-lhe dá urgência da sua decisão. O moço impacientou-se e retirando a mão do evangelista disse: “Não me fale acerca da salvação da minha alma. Já lhe prometi que farei a minha decisão quando voltar. Antes não. Adeus”.

O Sr. Moody sentindo que algo lhe falava ao coração, sentou-se desapontado. Naquela mesma noite o Sr. Moody foi despertado por alguém que batia fortemente em sua porta. Abrindo a janela, viu uma jovem senhora com um xale aos ombros.

Com a voz cheia de angústia ela suplicava: “Sr. Moody, venha depressa. Meu marido está muito mal e eu estou com medo. Venha depressa”.

O Sr. Moody reconheceu ser a esposa do jovem com que falara naquela tarde. “Ele já passou do último prazo, será em vão a minha ida...” ele ponderou, todavia, em virtude de sua insistência, ele se vestiu e foi.

     Chegando, defrontou-se com o jovem prostrado em seu leito, seus olhos arregalados e aparentemente inconsciente daqueles que o rodeavam. Aproximando-se pode ouvir apenas estas palavras: “Tarde demais, tarde demais”.

    Ajoelhando-se ao lado do leito, abriu a Bíblia e começou a orar. O jovem não deu atenção, somente repetia: “Tarde demais, tarde demais.

     Meu amigo, quem sabe, não tenhas ainda cometido o pecado imperdoável. Em teu caso talvez ainda não seja tarde demais. Porém, aviso-te do perigo de continuares rejeitando a misericórdia de Deus. Talvez o Espírito cesse em sua insistência e, então, jamais terás outra oportunidade.

       Esta pode ser a tua última oportunidade, portanto, atende ao aviso e agora mesmo antes que seja para sempre tarde demais, recebe a Jesus Cristo, como teu Salvador pessoal. Farás isso? Faze-o, faze-o, agora!

                          O PAÍS  QUE EU  MAIS AMO.  
OSWALD J. SMITH
Cruzada Mundial de Literatura, 4.ª edição, 1983

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