sábado, 10 de outubro de 2015

MÊS DA REFORMA PROTESTANTE: MARCAS DA FÉ EVANGÉLICA NO BRASIL - DIA 10




“[...] Sendo essa a primeira distribuição de tal natureza, chegamos a recear que houvessem concertado algum plano para arrecadar e destruir os livros que distribuíamos ou para nos envolver nalguma espécie de dificuldade. As nossas apreensões foram, porém, logo dissipadas por  inúmeros fatos que ti vemos ocasião de observar. Além disso, todos os que nos foram procurar expressaram-se com toda reverência e ou viram com profunda atenção o que lhes dissemos com respeito a Cristo e à Bíblia.

[...].

Não se fez esperar muito a reação que esse interesse popular pelas Sagradas Escrituras haveria certamente de provocar. Apareceu contra nós – em certo jornal cujo estilo correspondia perfeitamente ao espírito e ao caráter de seus redatores – uma série de ataques grosseiros e vis.
[...].

Essa forma de oposição teve, quase sempre, o efeito de despertar maior interesse pelo Livro Sagrado e muitos foram os que, ao procurar pela Bíblia, nos disseram ter tido sua atenção inicialmente atraída para o assunto pela tentativa descabida e fanática de impedir sua divulgação. Tachavam de absurda e ridícula a ideia de quererem esses homens dizer-lhes quais os livros que deveriam ler ou de pretenderem eles organizar verdadeira cruzada inquisitorial contra a Bíblia. Queriam o livro, e, ainda que por nenhum outro motivo, pelo menos para provar que tinham liberdade religiosa e que estavam dispostos a apreciar sua leitura. Era com indescritível desprezo que se referiam à ignorância, ao fanatismo e até mesmo à imoralidade de certos pretensos ministros da religião, cujas vidas se não poderiam aferir pelas palavras divinas.”


REMINISCÊNCIAS DE VIAGENS 
E PERMANÊNCIA NO BRASIL. 
Daniel Parish Kidder (1815-1891).
Senado Federal do Brasil. Brasília – 2001

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