segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Os verdadeiros crentes devem viver como luzes neste mundo: John Charles Ryle (1816-1900)



 “Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens,para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.” – Mateus 5:13-16


Os verdadeiros crentes devem viver como luzes neste mundo. A propriedade da luz é ser totalmente diferente das trevas. A menor centelha em uma sala escura pode ser vista prontamente. Dentre todas as coisas criadas, a luz é a mais útil. A luz fertiliza o solo. A luz guia. A luz foi a primeira coisa que Deus trouxe à existência. Sem a luz, este mundo seria um vazio obscuro. Somos crentes verdadeiros? Nesse caso, consideremos novamente a nossa posição e as nossas responsabilidades!

Se estas palavras têm algum significado, então, certamente, Jesus intenciona nos ensinar, com estas duas figuras, sal e luz, que precisa haver algo notório, distintivo e peculiar a respeito do nosso caráter, se somos verdadeiros cristãos. Se desejamos ser reconhecidos como pertencentes a Cristo, como o povo de Deus, jamais poderemos passar a vida desocupados, pensando e vivendo como fazem as demais pessoas neste mundo. Temos a graça divina? Então ela precisa ser vista. Temos o Espírito Santo? Então deve haver o fruto. Temos uma religião salvadora? Então deve haver uma diferença de hábitos e preferências e também uma mentalidade diferente entre nós e aqueles que pensam segundo o mundo. É perfeitamente claro que o cristianismo verdadeiro envolve algo mais do que ser batizado e ir à igreja. “Sal” e “luz”, evidentemente, implicam numa peculiaridade, tanto no coração quanto na vida diária, tanto na fé quanto na prática. Se nos consideramos salvos, devemos ousar ser singulares e diferentes da humanidade em geral.

Meditações No Evangelho de Mateus.
John Charles Ryle (1816-1900).
Editora Fiel. 2ª ed., 2002, p. 29.

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