terça-feira, 3 de novembro de 2015

“JESUS CRISTO... SE DEU A SI MESMO POR NÓS” (GÁLATAS 1:4)- MARTINHO LUTERO (1483-1546)



 “JESUS CRISTO... SE DEU A SI MESMO POR NÓS” (GÁLATAS 1:4)

Nesta passagem bíblica de Gálatas, Paulo desenvolve o seu tema. Nunca perde de vista o propósito da sua epístola. Não escreve: “Quem recebeu as nossas obras”, mas “o qual... deu”. Que é que Ele deu? Não ouro, nem prata, nem cordeiro pascal, nem um anjo, mas deu-se a Si mesmo. Para quê? Não para receber uma coroa, um reinado ou a nossa bondade, mas pelos nossos pecados. Estas palavras soam como relâmpagos de protesto do céu contra toda a classe e tipo de méritos humanos. Sublinhemos estas palavras, pois estão cheias de conforto para consciências doloridas.

Como obteremos remissão dos pecados? Paulo responde: “O homem que se chama Jesus Cristo e, também, Filho de Deus se deu a Si mesmo pelos nossos pecados”. Os projéteis destas palavras desfazem em pedaços indulgências, boas obras, méritos e superstições. Se os nossos pecados pudessem ser riscados por nossos próprios esforços, que razão haveria para o Filho de Deus se dar a Si mesmo por eles? Uma vez que Cristo se deu pelos nossos pecados, não parece razoável que sejam perdoados por nossos próprios esforços.

Esta frase também define os pecados como sendo tão grandes no efeito que nem todo o mundo poderia expiar um só deles. Cristo, o Filho de Deus, nos indica a grandeza do resgate. O caráter vicioso do pecado é descoberto nas palavras: “O qual se deu a Si mesmo”. É tão pernicioso que só o sacrifício de Jesus podia expiar o pecado. Quando pensamos que a palavra “pecado” abarca todo o reino de Satanás e que inclui tudo o que é horrível, temos razão de tremer. Mas somos descuidados. Menosprezamos a importância do pecado. Raciociamos que com algum trabalho ou por algum mérito nos desfazemos dele.

A passagem bíblica anuncia que todos os homens estão vendidos ao pecado. Ele é um déspota exigente que não pode ser derrotado por algo criado, somente pelo poder soberano de Jesus Cristo.

O ARAUTO DA SANTIDADE.
Volume XIII, Nº 20, 15 de Outubro de 1984, p. 6.

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