quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

7 REFLEXÕES DE ANO NOVO: PARTE V




Para além do pão – Earl C. Wolf

    Nada há de mal com o pão. Jesus ensinou Seus discípulos a orar: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje” (Mateus 6:11). O Mestre conhecia a necessidade de comida. Sabia o que era essencial para a saúde e sobrevivência. Fez um milagre nas margens do Mar da Galileia para alimentar as multidões (João 6:1-14).

     Ele conhece hoje a nossa necessidade de pão – palavra que simboliza todas as necessidades materiais. Em parte alguma a Bíblia condena os nossos esforços em obter estes recursos para suprir necessidades pessoais.

    Embora Jesus confirmasse a sua importância, também reconheceu a tentação do amor exagerado às coisas materiais. Ele sabia que elas tornam-se muitas vezes o summum bonum, o valor mais importante da vida. Por isso Ele deu, esta ênfase, na tentação do deserto: “Nem só de pão viverá o homem” (Deuteronômio 8:3, Mateus 4:4).

     Muitos neste mundo de opulência vivem só para o pão. Evitemos semelhante tragédia, lembrando-nos que as Escrituras admoestam contra a cobiça (Lucas 12:15) e estimulam a generosidade (Atos 20:33-35). Jesus urgiu o investimento nos tesouros espirituais (Mateus 6:9-12). João, o discípulo amado, lembra que os bens devem ser usados (para servir a Deus e ao próximo) e não somente para as nossas necessidades (I João 3:17-20).

    O pão é essencial. Confiemos em Deus quanto as nossas necessidades pessoais. Colaboremos com Ele em usar as nossas forças e faculdades para as suprir. Além disso, usemos os recursos que possuímos de acordo com os princípios da mordomia cristã.
     Em si, o pão não satisfaz os profundos anseios espirituais do ser humano. Procuremos pão – mas algo mais que pão. Aprendamos mais das coisas do Espírito.

     Estamos envolvidos na luta pelas necessidades da vida – e com razão. Mas a nossa necessidade vai para além do pão. Precisamos de liberdade da opressão deste mundo e, também, da força e da vitória da fé.

      O próprio Jesus que ensinou os discípulos a orar, “O pão nosso de cada dia nos dá hoje,” também os incitou a confiar em Deus quanto às necessidades pessoais. Ele disse: “Vosso Pai Celeste sabe que necessitais de todas elas” (Mateus 6:11, 32). Conservemos em dia os nossos valores, perguntando-nos se a nossa confiança está nas “coisas” ou em Deus.

     Confiemos n’Ele todos os dias quanto às necessidades temporais. Mas façamos mais do que isso. Oremos com o hinólogo:

À beira-mar, Jesus, partiste o pão,
Satisfazendo ali a multidão.
Da vida o pão és Tu; vem, pois, assim,
Satisfazer, Senhor, a mim! a mim!
(Graça e Devoção, 385)

O ARAUTO DA SANTIDADE.
Volume X, Nº 3, 1 de Fevereiro de 1981, p. 14.

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