sábado, 16 de janeiro de 2016

CONFISSÃO AUTÊNTICA




   A droga é o meu pastor, jamais alcançarei satisfação.

   Nas valetas me faz cair e junto a águas putrefatas me conduzirá.

   Destruirá minha alma.

   Guiar-me-à por sendas de perversão por causa dos seus efeitos.

    Sim, andarei pelo vale da miséria e temerei todos os males, porque tu, droga tirana, estarás comigo.

     Tua agulha e tua pílula procuram, em vão, consolar-me.

      Despojarás a mesa diante de mim e na presença de meus familiares.

      Da minha mente retirarás a razão; e meu cálice transbordará de amargura.

     Certamente a paixão das drogas me atormentará todos os dias da minha vida.

      E na casa dos condenados habitarei por largos dias.

     “Este é o meu salmo. Sou uma jovem de 20 anos e há mais de 14 meses que vivo atormentada pela dependência da droga. É como viver um pesadelo horrível. Não quero tomar mais drogas. Procuro abster-me, mas não posso. O vício é mais forte que eu. A prisão não me tem ajudado; tão pouco, o hospital. O médico disse a meus pais – de modo brutal, mas certo – que era preferível que a pessoa que me introduziu à droga pela primeira vez me tivesse explodido o cérebro com uma bala. Teria sido mais caritativo. Oxalá o tivesse feito! Meu Deus, quanto desejo agora que o tivesse feito!”

***
      A confissão é autêntica. Essas palavras foram encontradas numa cabina  telefônica de Paris.

     Mas há esperança mesmo para alguém afundado no mais vil pecado: “O sangue de Jesus... nos purifica de todo o pecado” 
(I João 1:7). E força diária para vencer o mal: “Posso todas as coisas n’Aquele que me fortalece” (Filipenses 4:13), pois, “Somos mais que vencedores por Aquele que nos amou” (Romanos 8:37)!

O ARAUTO DA SANTIDADE.
Volume XI, Nº 2. 15 de JANEIRO de 1982, p. 11.

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