segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A JUSTIÇA DE DEUS EM CRISTO JESUS: George Bowen



 
Meditações de George Bowen (I)
 I
O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas Suas pisaduras, fomos sarados. Isaías 53:5

     Ele, Jesus, satisfez à justiça divina pelas ofensas cometidas por nós, e esgotou o castigo a nós destinado de maneira que nós temos reconciliação com Deus. Sua imaculada pureza e a dignidade infinita da Sua pessoa tem imensamente aumentado o valor dos Seus sofrimentos, de sorte que, sem ser o mesmo em qualidade e duração que a justiça divina teria exigido, tivéssemos nós os culpados sido os sofredores, todavia foram abundamente amplos como uma expiação pelos pecados da humanidade. Deveras a justiça e a santidade de Deus e a honra da Sua lei, são ilustradas tão gloriosamente pela morte de Cristo, como é a bondade de Deus para com o mundo caído.

    A paz nos tendo sido comprada por tão grande preço, resta-nos agora a pergunta: Temos nós essa paz? Nós vemos como pode-se obtê-la. Vejamos na morte de Cristo; o castigo merecido por nós; no cálix que o Seu Pai lhe deu, toda a ira merecida pelas nossas iniquidades, e vistamos a vestidura da equidade de Cristo que nos foi dada na cruz. Há alguns que fazem da cruz de Cristo uma desculpa para pecar; mas eles não conhecem, deveras, aquela cruz; mas eles não contemplam o Cristo verdadeiro, nem tem algum conhecimento dos Seus sofrimentos. Perdão recebido lá, atualmente lá, não num Calvário imaginário, perdão recebido juntamente com uma realização do que foi suportado por Cristo, dissolve o poder do pecado na alma, e renova o coração.

IMPRENSA EVANGELICA.
VOL. XXI, Nº 2, p. 14, 17 de Janeiro 1885.

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