sábado, 14 de fevereiro de 2015

Cristo crucificado



      Os primeiros missionários evangélicos enviados à Groenlândia querendo conduzir metodicamente esse povo da religião natural à revelada, limitaram-se a expor-lhes a existência de Deus, a criação do mundo e a imortalidade da alma. Seguindo esse método adotado, trabalharam durante cinco anos sem verem o menor fruto do seu trabalho.
  
    Um dia, porém, o missionário Beck, pondo de parte o sistema deles e adotando o divino, expôs ao povo o plano da redenção; contou-lhes os sofrimentos e a morte do Filho de Deus; exortou-os de um modo tocante o quanto Jesus sofreu para salvá-los; e em seguida leu-lhes no Novo Testamento a narração da agonia do bendito Redentor no Jardim das Oliveiras. O efeito foi imediato: esses corações até aí insensíveis, compungiram-se e por essas faces até aí secas viu-se correrem copiosas lágrimas

    Jesus Cristo havia sido crido por esse povo selvagem que por sua nova vida exibira ao mundo ser a estultícia da cruz mais sábia que a sabedoria do mundo.

    Avante, pois, proclamemos alto e bom som em tempo e fora do tempo, Cristo e Cristo crucificado.

    E que importa a nós o escândalo de uns e a mofa de outros? Cristo e Cristo crucificado foi, é, e será para os que forem salvos, quer Judeus, quer gentios, quer sábios, quer ignorantes, quer ricos, quer pobres, o poder de Deus, o único poder de regenerar e salvar o mundo e a sabedoria de Deus, a única que ilustra, que enobrece, que humaniza, que liberta e fraterniza.

O Mensageiro.
Ano 3, Nº 12, São Francisco do Sul-SC. Agosto de 1916, p. 3.

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