quinta-feira, 16 de julho de 2015

Flores do Deserto - NARRATIVA DAS GUERRAS DAS CEVENAS:Cornélie Duval



 Flores do Deserto (*)
NARRATIVA DAS GUERRAS DAS CEVENAS
por Cornélie Duval
 (Trad. de D. Felicíssima de Souza Barros)

CAPÍTULO I
 O BAILE DE MÁSCARAS

    Caía a noite. Sobre a faixa luminosa do poente, as árvores delineavam os lavores de sua folhagem desbastada pelo outono. Ao longe as muralhas da pequena cidade desenhavam suas ameias. Uma alegre animação reinava na bela vivenda do comandante des Ponts-Marceaux. Esta habitação em construída sobre o sítio de um antigo castelo feudal. Do solar só restavam alguns lanços de muro e uma torrinha em ruínas ao fundo do jardim, meio escondida à vista por ciprestes e um grupo de espirradeiras. Os prados eram cortados por maciços e sombreados por árvores seculares.

    Uma carruagem que acabava de transpor o gradil avançava ao passo de sua parelha alazã. Enquanto ela parava em frente ao pórtico, a porta oposta abrisse repentinamente dando passagem a uma estranha e encantadora aparição. Era uma moça em traje de baile. 

     Um vaporoso e leve vestido a envolvia. Ela trazia um diadema e as palhetas semeadas sobre o seu véu de gaze cintilavam como geada miúda. Mirando-se no espelho com enlevo, com surpresa, como se esta branca sombra não fosse ela mesma, pareceu-lhe impossível partir sem se deixar admirar no seu feérico traje pelo seu irmão.

    Ainda que ouvisse os guizos da carruagem que a devia levar, Elisabeth se lançara tocando apenas a areia com seus sapatos de cetim branco. Ela bem sabia onde encontrar Agostinho. Sem dúvida ele se achava na torrinha em conciliábulo com alguém cuja presença não devia ser suspeitada por pessoa alguma... O hóspede da torre em ruínas, Elisabeth não o ignorava, era um Cevenol, amigo de seu irmão. Um mandado de prisão havia sido lavrado contra ele. Agostinho dava-lhe abrigo enquanto o preboste e seus arqueiros davam-lhe caça. Ninguém se lembraria, por certo, de vir procurar o huguenote fugitivo nas terras do Senhor des Ponts-Marceuax, antigo comandante dos dragões do rei. A moça aproximou-se, escutou. Ouviu um ruído de vozes.

 – Agostinho! Chamou ela baixinho.

     Logo emergiu da sombra uma forma esbelta. Era um moço louro, de ar distinto.

– Oh! Minha irmãzinha, és tu mesma? Que beleza! Exclamou ele envolvendo-a com um olhar de admiração.

      Ela riu-se, fez uma volta e seus brilhantes lançaram faíscas.

– Vai-me bem o meu traje de rainha dos gelos, não achas? Que pena que não possas vir! E enquanto ele a contemplava calado:

– Bom! Eis que me chamam! Mas eu não podia partir sem te abraçar!

     Ela atirou-se ao seu colo impetuosamente; depois, ligeira como viera, assim afastou-se.

     Ao lado da carruagem, cujos cavalos campeavam impacientes, achava-se um homem de alta estatura. A rigidez toda militar da sua altitude traía um antigo oficial.

– Você escolheu bem a hora para seus passeios ao luar, minha sobrinha !... Esta é já a terceira vez que sua tia a chama.

    Ela desculpou-se turbada. Sua perturbação não escapou ao comandante que lançou para o bosque um olhar suspeitoso. Nos dias antecedentes já ele reparara alguma coisa.

    Enfim, instalam-se todos, a Sra. des Ponts-Marceaux e sua filha no fundo do carro. Elisabeth ao lado do visconde de Ormancy. Ao estalido do chicote, ao som alegre dos guizos, a carruagem dirigiu-se para o gradil. Elisabeth debruçou-se vivamente á portinhola. Ela viu que seu tio, em vez de recolher-se, se pôs a caminhar a passos lentos, cautelosos, para o fundo do jardim. Por vezes parava para olhar em torno de si. Uma súbita inquietação apoderou-se da moça.

– Que fiz eu? Disse ela consigo mesma. Não terei eu pela minha imprudência despertado a suspeita no comandante? Se ele viesse a descobrir o nosso fugitivo?

A angústia oprimia-lhe o coração. Porém uma interpelação de sua prima veio cortar as suas reflexões.

– Que é isso, Elisabeth? Que significa esse ar pensativo, preocupado? Então você não se alegra com sua estreia no mundo?

    E Laura, sem esperar pela resposta, atirou-se a uma viva descrição das festas esplendidas as quais ela já frequentemente assistira. O visconde, sentado em frente dela, contemplava e admirava sua noiva. O Sr. de Ormancy era um homem de bela figura, alto, gordo, jovial; sua cota escamosa de fauno ia-lhe às mil maravilhas. Laura estava disfarçada em sílfide das florestas; um colar de pérolas fazia realçar seu vestido de cetim verde.

     Sua mãe a escutava, tendo um sorriso inteligente nos lábios.

    Os bailes de máscara não eram do gosto da Sra. des Ponts-Marceaux; ela preferia muito suas visitas de caridade. Ela prestava-se a isso por deferência a seu marido, sem dúvida também para assegurar o futuro de sua filha e de sua sobrinha. Assim que se fixasse a sorte de Elisabeth, ela voltaria com satisfação á sua vida tranquila.

****
    Sem ruído, seus passos abafados pelas folhas secas, o Sr. des Ponts-Marceaux atingira a torrinha. Ele permaneceu por longo tempo imóvel, o pescoço entesado à espreita. As vozes alcançavam-no. Sem poder seguir a conversa, compreendeu, todavia, o bastante para saber de quem se tratava. Quando no limiar Agostinho se despediu de seu amigo, ele viu este último entrar de novo na torre. Então suas conclusões se precisaram: este homem é um huguenote. E se ele se esconde é porque a justiça o procura!

      Voltou às pressas para a casa e chamou um criado mandou encilhar seu cavalo.

– Em minha casa! Que audácia! Pensava o antigo oficial com uma cólera concentrada. Mas ao menos a lição vai valer!

      O comandante des Ponts-Marceaux tinha da honra uma concepção toda sua. Lembrava-se das dragonadas. Toda outra consideração apagava-se diante desta divisa que escolhera: “Servir ao rei”!

     Alguns minutos depois o rápido corcel o levava para a cidade.

    Entretanto a carruagem atingia o parque do palácio cujas janelas iluminadas se distinguiam através das árvores. Quando Elisabeth transpôs o limiar dos salões, ela parou fascinada. Imensos candelabros jorravam sobre os grupos de máscaras recamados de ouro e pedrarias suas ondas de luz refletidas por inúmeros cristais. Transportada para um mundo irreal, a moça parecia abrirem-se-lhe as primeiras páginas fantásticas das  “Mil e uma noites”.
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(*) Deserto,  recôncavos agrestes das Cevennas onde, às escondidas, se reuniam para adorar a Deus os protestantes do sul da França depois da revogação do edito de Nantes (1685). Este edito outorgado por Henrique IV em 1598 em favor dos protestantes, autorizava o exercício do culto calvinista e concedia lhes outros direitos. Porém desde a menoridade de Luiz XIV esses direitos foram sendo suprimidos aos poucos e o rei acabou revogando-o em 1685. Este ato trouxe a expatriação de um grande número de protestantes dentre os mais ativos e os mais trabalhadores da nação francesa. Seguiu-se então ali uma era de crueldade inaudita praticada pelos regimentos de dragões lançados sobre as misérias populações campesinas. Os fatos históricos narrados neste romance são rigorosamente exatos. -(Nota da tradudora).

Jornal O Estandarte. Ano XXXVI, Nº 01, São Paulo, 05 de Janeiro de 1928, p. 10-11.

CAPÍTULO II
 O DIÁRIO DO FUGITIVO

    Após um sono agitado por vários sonhos, perturbado pelas notas da orquestra e pelo torvelinho das máscaras, Elisabeth levantou-se, na manhã seguinte, cansada e aborrecida. Seu primeiro pensamento foi para o fugitivo. Sentindo que era preciso avisar quanto antes Agostinho, ela foi bater à porta dele. No mesmo instante o comandante apareceu na escada.

– Seu irmão está preso por minha ordem; ele não recebe ninguém. É inútil tentar vê-lo. O Sr. des Ponts-Marceaux acrescentou, procurando abrandar a voz. Creio que a esperam para o almoço. Porém ninguém esperava por Elisabeth, sua tia e sua prima ainda não haviam descido.

    Depois da sua refeição solitária servida pela velha criada, ela desceu no jardim. Deu-lhe logo na vista o seu aspecto desacostumado. As cercas tinham sido arrancadas, os canteiros pisados e viam-se sobre a areia rastos de homens e de cavalos. A moça caminhou rapidamente para a torre; aí a areia tinha sido pisada, calcada aos pés; baixando-se, ela viu manchas de sangue. Alterada, quis correr para a casa, mas o medo que lhe causava seu tio a reteve.

    Permaneceu imóvel alguns instantes com o coração a bater fortemente.

    Então, o fugitivo houvera sido preso. Enquanto ela, descuidada e alegre, sob um jorrar de luz, deixava se levar no torvelinho do baile, ali, naquele lugar, um drama se desenrolava... Um homem era preso, amarrado por soldados e talvez conduzido à morte!

      Elisabeth conhecia a torrinha. Brincara ali frequentemente o jogo do esconde-esconde com seu irmão e sua prima quando eles eram crianças. Entrou resolutamente.

   Uma escada de pedras soltas conduzia no subsolo, a uma peça estreita, clareada apenas por uma seteira. Esta cela fora o esconderijo do fugitivo.

    A um ângulo onde o muro formava uma cavidade ela avistou um livro usado, de pequeno formato, de capa de couro. Era uma Bíblia. Abriu-a e na primeira página, leu um nome: Cláudio Noguier. Algumas folhas soltas, escritas a lápis, caíram de dentro da mesma.

    Elisabeth colocou de novo o livro no seu lugar e enfiou as folhas no bolso. Tendo-se então assegurado de que não havia ninguém no jardim, abalou a correr e em alguns segundos ela atravessava o jardim e ia fechar-se no seu quarto. Com mão trêmula pegou das páginas traçadas a esmo pelo fugitivo. A escrita era distinta, firme e direita. Elisabeth leu o seguinte:

   “15 de Outubro 1701. Impossível me é de escrever esta data sem transportar-me em pensamento a dez anos atrás. Vivo de novo aquelas horas cuja lembrança me persegue ainda hoje como um pesadelo: meu pai assassinado, minha mãe tomando-nos pela mão e aquela fuga desabalada, de noite, pelas matas molhadas pela chuva. Ouço os gritos selvagens dos dragões, o crepitar longínquo das chamas que devoravam nossa casa, o querido berço de minha família... coisas neste mundo que vão além da minha faculdade de compreensão!

     “Compreendo as perseguições dos primeiros cristãos pelos imperadores de Roma. Esses monarcas pagãos prendiam, queimavam, jogavam às feras os discípulos em honra a seus deuses. Porém que um clero que declara estar ao serviço de Cristo recorra aos mesmos meios, isso eu não compreendo.

    Eu compreenderia ainda que se levantassem contra nós com as armas na mão, que, vencidos nos enxotassem do reino. Mas contentam-se de nos martirizar. Confiscam-se nossos bens, nossas moradias são destruídas. Arrancam-se as criancinhas dos braços de suas mães, os meninos são afastados de seus pais. Nossos pastores são condenados à força e à roda. Contra uma população indefesa e sem armas lançam-se os dragões! E quando, desesperados, queremos fugir deste inferno, as portas do reino se nos fecham! Em toda a antiguidade pagã jamais se viu coisa semelhante!

    “A única coisa que reclamamos é a liberdade de servir a Deus segundo nossas consciências. Esse direito nos é denegado! É um crime o de nos reunir nas rochas escarpadas das Cevenas para orar.

    Por tê-lo cometido estou sendo cercado como uma caça brava. Eu não temeria a morte no campo de batalha, mas a prisão, a solidão da masmorra me horrorizam.

    Se esta suprema povoação me fosse reservada, saberia eu resistir? Sinto toda a minha fraqueza. Oh Deus! Fortalece-me!

    “16 de Outubro. Esta manhã pela minha seteira vi aparecer repentinamente uma moça no fim da alameda. Que frescura, que graça, que encanto um rosto de moça!

    Ela colhia um ramo de flores tardivas. Por que ao vê-la apertou-se-me o coração?

    Ah! É que ao vê-la veio-me na mente a lembrança de minha irmãzinha que aos doze anos nos foi tirada e que morreu no fundo de um convento. Pobre menina de fronte tão cândida, que Deus te guarde neste mundo mau!

   “Mesma data. Por vezes uma onda de indignação, de cólera, de raiva impotente me sobe ao coração. Lembrando as infâmias cometidas pelos dragões, meu sangue ferve, todo o meu ser se revolta. Perdoar?... Enquanto o inimigo triunfa, sou incapaz! Se eu visse nossos adversários castigados, esmagados, reduzidos como nós ao auge da aflição, então talvez, porém só então eu poderia perdoar.

     “19 de Outubro. Ontem avistei novamente a moça loura. É a irmã de Agostinho, eu o sei agora. Ela andava pela relva com um ancinho na mão a ajuntar as folhas secas. Que graça em todos os seus movimentos! O trabalho fazia-lhe subir o carmim às faces e o sol poente dourava-lhe os cabelos. À noite levei comigo para o meu subterrâneo esta visão de juventude, de luz e de beleza! Oh terra de França! Como a vida seria doce se tu mesma não nos arrancasses do teu seio!

    Algum oficial do rei em breve a levará para o seu castelo, essa filha de huguenotes... Para o proscrito, que é a felicidade e que é o amor? Sonho vão, fantasia de um dia e que não terá seguimento!”

    A custo Elisabeth terminou sua leitura, as lágrimas corriam-lhe dos olhos. Fechou as folhas na gavetinha que continha todos os seus segredos de menina. Um sentimento novo despertava no seu coração, sentimento feito de piedade, de dor, de inexprimível simpatia.

    Porém encontrava-se ali também neste momento toda a amargura do irreparável.

    Ela bateu duas pancadas à parede para despertar a atenção de seu irmão.

Agostinho, tu me ouves? Estou tão triste! Teria tamanha necessidade de te ver e te falar!

Não digas nada, maninha, poderiam nos surpreender. Esta noite, abre a tua janela, fecha em meio à folha e conversaremos.

    Elisabeth desceu à sala de jantar.

     A Senhora des Ponts-Marceaux e sua filha acolheram- na calorosamente, e comentou-se o suntuoso baile de máscaras da véspera. Porém não se fez menção do fugitivo.

    As duas senhoras não tinham sido iniciadas no segredo e ignoravam por completo o drama da noite antecedente.

     Pelas quatro horas vieram anunciar que o visconde de Ormancy e o cavalheiro de Gartel as esperava no salão. Eles vinham informar-se da saúde dessas senhoras. O cavalheiro, um oficial de dragões que fora o seu par mais assíduo, fez à Elisabeth uma profunda reverência.

– Fico deslumbrado, disse ele galantemente, da maravilhosa aparição de ontem. A rainha dos gelos foi realmente a rainha do baile.

    Espero senhorita, que minhas atenções não lhe tenham desagradado e que se tenha lembrado de mim sem muito desprazer!

– A festa esteve esplêndida, disse ela, mas eu não estou acostumada a essas longas vigílias. O que eu trouxe de lá foi acima de tudo, uma grande fadiga.

      Julgando a resposta pouco graciosa, a Sra. des Ponts-Marceaux fez uns sinais expressivos a sua sobrinha, porém Elisabeth pareceu não compreendê-los. Durante o resto da conversa ela fechou-se num mutismo quase completo. Na véspera o cavalheiro a tinha divertido, interessado. Agora o juízo sobre ele era sumário: Tolo, pretensioso, insignificante! Vendo que a visita se prolongava, ela levantou-se, aproximou-se de sua tia e baixinho pediu-lhe licença para retirar-se. Esta lhe foi concedida, mas acompanhada de um olhar cheio de espanto e de reprovação.

    Chegando a tarde ela pôde enfim trocar algumas palavras com seu irmão. Ele contou-lhe os acontecimentos da noite. O barulho dos cavalos, o ruído das armas o despertaram bruscamente do primeiro sono. Mas quando ele quisera precipitar-se fora, a porta tinha resistido. Ele também estava· preso. Assistira da janela, testemunha impotente, à prisão de seu amigo. Após uma curta luta o fugitivo se entregara. Algemaram-no. Depois ao clarão das tochas os arqueiros o tinham levado. Onde? Agostinho o ignorava. Talvez à torre Santa Isaura; talvez à cidadela ou a qualquer outra prisão.

    E qual seria sob todas as probabilidades a sua sentença? Elisabeth não teve coragem de pergunta-lo. Sua indignação caiu sobre o Sr. des PontsMarceaux.

– Eu não acreditaria que ele fosse capaz de tal infâmia, disse ela à meia voz.

– Silêncio! Aí vem alguém!...

     E a janela fechou-se precipitadamente.

   Daí a pouco ela ouviu a voz breve e autoritária de seu tio alternando com a de Agostinho. À medida que se prolongava a conversa, o diapasão subia. Por fim foi como um raio. “Tem de ceder! Nós veremos quem é que manda nesta casa, você ou eu”.

    A conversa entre os irmãos pela janela entre aberta não se repetiu mais. Um carro transpôs no dia seguinte a grade do “Solar”, era o nome dado pela gente da aldeia à elegante casa de campo dos Ponts-Marceaux.

    Desceu dele um padre que o comandante recebeu no salão. A conversa durou perto de uma hora. Ao saírem eles d’ali, a Sra. des Ponts-Marceaux chamou a sua sobrinha. Desceram juntas.

     Agostinho em trajes de viagem, muito pálido, mas resoluto, achava-se ao lado do padre.

Debulhada em lágrimas sua mãe adotiva o estreitou nos braços.

– Meu filho querido, como nós vamos orar para que Deus te ilumine e te mostre o teu dever! Padre Charmes, prosseguiu ela virando-se para o sacerdote, confio no Senhor! Eu sei que não usará para com ele, nem de violência nem de ameaças. É pelo amor e pela brandura só que o Senhor no-lo trará de volta!

Fique descansada, minha Senhora! Respondeu com voz harmoniosa e bem timbrada o irmão dominicano. Não empregamos outra arma, a Sra. o sabe, senão a que empregou o mesmo Salvador: a persuasão. Nenhuma medida de coerção será tomada contra ele: dou-lhe a minha palavra.

   Elisabeth incapaz de falar, soluçava por alguns instantes ao pescoço do seu irmão.

O Sr. des Ponts-Marceaux que detestava as expansões cortou as mesmas dando ordem para que entrassem no carro. A carruagem afastou-se a trote largo e logo desapareceu numa volta do caminho.

Jornal O Estandarte. Ano XXXVI, Nº 02, São Paulo, 12 de Janeiro de 1928, p. 8-9.

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