quarta-feira, 30 de setembro de 2015

“CUSTOU UMA ALMA”




“Quanto valerá a fazenda de Fulano,” disse um amigo a outro ao passarem pela linda chácara e palacete de um conhecido recentemente falecido.

– “Não sei quanto valerá,” foi a resposta, “porém sei quanto custou ao seu possuidor.”

– “Quanto custou?”

– “A sua alma,” foi a solene resposta.

Em seguida contou como o falecido vivia pensando só em si, e em tornar-se rico. Seu único fim era ganhar uma fortuna e casa neste mundo, descuidando-se inteiramente de preparar uma morada e refúgio no outro, e enfim morrendo repentinamente sem arrepender-se ou preparar-se para dar conta das coisas feitas aqui no corpo.


A AURORA.
VOL. 03, Nº 6, JUNHO DE 1894, p. 3.

Disponível em:
 http://www.arquivoestado.sp.gov.br

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