terça-feira, 1 de dezembro de 2015

25 REFLEXÕES DE NATAL: PARTE I




 “Tu, anunciador de Boas-Novas a Sião, 
sobe a um monte alto. 
Tu, anunciador de Boas-Novas a Jerusalém, levanta a voz fortemente; 
levanta-a, não temas e dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus.  
Eis que o Senhor Jeová virá como o forte, 
e o Seu braço dominará; 
eis que o Seu galardão vem com Ele, 
e o Seu salário, diante da Sua face.  
Como pastor, apascentará o Seu rebanho; 
entre os braços, recolherá os cordeirinhos 
e os levará no Seu regaço; 
as que amamentam, Ele as guiará mansamente.”
Isaías 40:9-11

              O MISTÉRIO DE JESUS   
   
      Celebramos na quadra do Natal a encarnação do Filho de Deus. É tempo propício para meditar sobre o prólogo majestoso do Evangelho de João (1:1-14).

     “No princípio...” A frase recorda as primeiras palavras da Bíblia, mas transporta a mente do leitor aos tempos anteriores à criação. Não estava presente qualquer pessoa, apenas Deus com Deus. Embora as criaturas humanas não pudessem participar na eternidade passada, maravilha das maravilhas, poderão compartilhar da eternidade futura. Estarão com Deus para sempre! E tudo porque o Verbo que estava com Deus e era Deus, “se fez carne e habitou entre nós”. O Verbo estava com o homem e era o Homem!

     Neste prólogo, há três frases que resumem o mistério profundo e o poder dessa visita redentora. “Ele estava... Veio... Deu...”

Ele estava.” Esta frase refere-se ao mistério da Sua pessoa.

No princípio estava com Deus.” João descreve com estas palavras a existência eterna do Verbo como Criador, por Quem “todas as coisas foram feitas”.

Estava no mundo”. Aqui afirma a Sua existência histórica como Verbo redentor quando “o Pai enviou o Filho como Salvador do mundo”.

    Entre estes dois modos da Sua existência situa-se o milagre supremo da Encarnação. “O Verbo se fez carne”. Era verdadeiro Deus, mesmo tornando-se verdadeiro Homem. A mente humana não pode sondar, nem a língua exprimir, a profundidade do mistério que há na Pessoa de Cristo. Apenas nos podemos prostrar e adorar onde há impossibilidade de analisar e descrever. Estava no princípio com Deus, como Deus. Estava no mundo com os homens, como Homem. Tentar penetrar este mistério equivale a afastar-nos dele cegos pelo excesso de luz.

     Veio”. Esta palavra refere-se ao mistério do Seu propósito.

    Tem ligação com o versículo 6 que diz respeito a João Batista como “homem enviado de Deus”. “Este veio para que testificasse da luz.”

     Depois a frase é repetida no versículo 11 referindo-se a Jesus como “a Luz verdadeira” que brilha e alumia no meio das trevas horríveis do pecado. Era mais que simples homem enviado de Deus. Era Deus feito Homem! “Veio para o que era Seu.”

     Por ter vindo como Luz do mundo é que os homens conseguem ver. Um dos sete sinais apresentados por João, como prova da divindade de Jesus, é a cura de um homem cego de nascença. Aqueles que olham para Jesus descobrem que Ele é “o Caminho” para o Pai; que ilumina as veredas do homem até Deus. Quando Jesus nasceu em Belém, uma luz do céu guiou os magos. Jesus é a Luz, a Estrela da Manhã, que afasta as nossas trevas e nos dirige a Deus como Fonte de perdão, paz e vida.

      Deu”. Refere-se ao mistério do Seu poder. “Deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.” Poder de serem feitos – que bela expressão! Certamente constitui o dom perfeito do Natal e de qualquer outra época do ano! Poder em sair do que somos para o que devemos ser. Poder de concretizar o possível. Um poeta exclamou, frustrado com a derrota moral: “Oh! que um novo homem se levante dentro de mim, para que o homem que eu sou, cesse de ser”. É precisamente a espécie de transformação que Jesus dá!

    Como apropriar-nos desse poder? Encontram-se envolvidos nele dois fatores: “A todos quantos O receberam... aos que creem”. Boas-vindas e confiança. Quando damos a Jesus as boas-vindas ao nosso coração como Salvador e Lhe confiamos as nossas vidas como Senhor, dá-se o milagre do novo nascimento e começa nova vida sem fim.

     É Cristo que constitui o Natal no mistério da Sua pessoa, propósito e poder.

      Ele era” o que ninguém era – o Filho de Deus.

       Veio” como ninguém veio – para salvar.

       Deus” o que ninguém deu – a salvação.

       Neste Natal coloquemos todos os verbos no tempo presente. Ele é! Vem! Dá! 

      Você já deu as boas-vindas a Jesus dentro do seu coração e do seu lar?
                                 – W. E. McCumber
     
O ARAUTO DA SANTIDADE.
Volume VII, Nº 24, 15 de Dezembro de 1978, p. 9.

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