domingo, 13 de dezembro de 2015

25 REFLEXÕES DE NATAL: PARTE XIII



 
“Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões
e moído pelas nossas iniquidades;
o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele,
e, pelas Suas pisaduras, fomos sarados.”
Isaías 53:5

O Velho e o Menino
(Jorge de Barros)

    Velhos costumam dizer que já só esperam a morte. O idoso Simeão, mencionando no segundo capítulo do Evangelho de Lucas, jamais diria isso: ele esperava a Vida.

    Enquanto seus amigos pensariam que ele caminhava para o ocaso, seus olhos perscrutavam o horizonte, à espera do nascer do Sol.

    Os idosos gostam de recordar um passado do qual o otimismo da memória limou as arestas mais cortantes. “Os velhos tempos” tornam-se os melhores. Diz-se até que “já não voltam mais...”

   Para Simeão, entretanto, nada se comparava aos anos futuros, ao reino do Cristo do Senhor... Luz para alumiar as nações (Lucas 2:26,32).

     Do jeito que as coisas iam, desmoronava-se o mundo político, social e econômico de Simeão. Tropas de ocupação espezinhavam o orgulho nacional; cobradores de impostos exauriam bens, transferindo-os para cofres inimigos; a justiça era ministrada por potência estrangeira com poderes de vida e morte; a fé religiosa fumegava apenas, asfixiada por graves interrogações levantadas pela cadeia de infortúnios. O próprio corpo de Simeão definhava, sob ataque implacável dos anos.

   Mas o velho sorria. Seus músculos esqueceram a flacidez da idade e embalaram a Esperança: “Tomou (o Menino) em seus braços e louvou a Deus” (Lucas 2:28).

Simeão podia ter olhado para a nação sofredora – e chorado com mágoa. Podia ter imaginado uma tragédia final – e gritado de raiva. Mas escolheu a alternativa evangélica: olhou para o Menino e cantou a glória do futuro regido pelo Filho de Deus.
     
O ARAUTO DA SANTIDADE.
Volume IX, Nº 24, 15 de Dezembro de 1980, p. 2.

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