quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

25 REFLEXÕES DE NATAL: PARTE XVI



 “...o Seu nome será Maravilhoso Conselheiro,
Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”
Isaías 9:6

“Que buscais?”

    Jesus fez a dois homens – André e João – a pergunta fundamental da vida: “Que buscais?”

    Era muito pertinente tal pergunta na Palestina dos tempos de Jesus. Eram aqueles homens legalistas que só buscavam conversas sutis acerca dos detalhes da Lei, como faziam os escribas e os fariseus? Eram oportunistas ambiciosos que buscavam um posto e poder, tal como faziam os escribas e os fariseus? Eram nacionalistas, que buscavam um demagogo político e um caudilho militar que derrotasse a potência que ocupava o seu país, como faziam os zelosos? Eram homens humildes de oração e esperança que buscavam a Deus e Sua vontade, como faziam os mansos da terra? Ou não seriam mais que homens intrigados e confusos pecadores que buscavam uma luz no caminho da vida e o perdão de Deus? Seria bom se de vez em quando, no curso da nossa vida, perguntássemos: “Que estou procurando? Que pretendo extrair da vida? Qual a minha finalidade e objetivo?

     Alguns buscam segurança. Querem ter uma posição segura, bastante dinheiro para satisfazer as necessidades da vida e algo mais para garantir uma velhice segura, segurança material que evite preocupação... Não é um mau objetivo, mas é inferior e inadequado, como finalidade para a vida inteira; porque, em última análise, não pode haver segurança na incerteza oferecida pelos câmbios e azares oferecidos desta vida.

     Há outros que buscam uma carreira, de poder e prestígio, um posto de acordo com sua capacidade e habilidade, uma oportunidade de levar a cabo o trabalho que se julgam capazes de realizar. Nem este, tão pouco, é um objetivo mau.

      Pode sê-lo, se for inspirado por canhões de ambição pessoal; mas se for motivado por razões de serviço ao próximo, pode transformar-se num objetivo superior. Mas não é suficiente, visto que seu horizonte está limitado pelo tempo e por este mundo.

     Outros ainda buscam certo tipo de paz que lhes permita viver em harmonia consigo mesmos, com Deus e com os homens. Isto é “buscar a Deus”. E é um objetivo que só Jesus Cristo pode satisfazer. – William Barclay


O ARAUTO DA SANTIDADE.
Volume X, Nº 24, 15 de Dezembro de 1981, p. 7.

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