terça-feira, 22 de dezembro de 2015

25 REFLEXÕES DE NATAL: PARTE XXII



 ...oferecerei sacrifício de júbilo no Seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao Senhor.

Salmo 27:6

Não havia lugar para eles na estalagem
Lucas 2:7

Era chegada a época do alistamento e cada um ia cumprir essa ordem baixada por César Augusto, em sua cidade Natal.

José de Galileia e Maria, sua mulher, que se achava grávida, dirigiam-se para Belém.

Em vão procuram um lugar na cidade onde pudessem pernoitar, tal era a afluência do povo; nem numa estalagem havia lugar para eles; foram então recolher-se ao estábulo.

Nessa noite e nesse lugar nasceu Jesus. Uma manjedoura lhe serviu de berço; panos somente lhe serviram de vestes.

Será possível, o Redentor do mundo, o Unigênito de Deus, não ter ao menos o que tem o mais pobre e mísero pecador ao nascer, um berço onde possa ser deitado, roupas prontas e próprias para aquecer-se?!

O menino Jesus deitado na manjedoura, envolto em panos.
Um nascimento tão humilde contrista à primeira visita o coração do crente.

Mas enquanto essa cena se passa ali no interior do estábulo, ignorada por todos, desprezados José e Maria até pelos donos da estalagem, os pastores que nos campos, silenciosos e tristes, na escuridão da noite guardavam seus rebanhos, são despertados pelo anjo do Senhor, das alturas dos céus baixa à terra e exclama:

“Não temais, vos trago novas de grande gozo que o será para todo o povo: hoje na cidade de Davi vos nasceu o Salvador, que é o Cristo, Senhor.”

Se a Terra, os homens, foram alheios a esse misterioso e estupendo acontecimento, os Céus se manifestaram; uma multidão dos exércitos celestiais que acompanhava o anjo, canta: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para os homens.

Uma estrela cintila no Oriente... Guia os reis magos e os detém na cidade de Davi, onde adoram o Menino Jesus e lhe oferecem ouro, incenso e mirra.

Se os homens desprezaram Jesus, permanecendo uns indiferentes, outros hostis, apesar de Seus milagres, de Sua caridade, de Suas palavras sempre cheias de sabedoria e prudência – a natureza, o Universo e os Céus atestaram sempre a Sua Divindade.

Nascendo Jesus os Céus exclamam: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para os homens; sendo batizado nas margens do Jordão, o Espírito Santo desce sobre Ele, e ouve-se uma voz que diz: “Este é meu Filho bem amado, expirando nos braços da cruz, lá no alto do Calvário, a natureza como que cobre-se de luto: o sol se escurece e o véu do templo fende-se de alto a baixo.

As palavras do evangelista S. Lucas, ainda tem hoje sua aplicação.

Quantos e quantos corações cheios de paixões, de vícios, de pecados, não têm lugar para Jesus! Que o Espírito Santo, qual a estrela que brilha no Oriente, os ilumine e os conduza a Jesus, como conduziu os reis magos; que o som do Evangelho os desperte, como a multidão dos exércitos celestiais despertou os pastores; e assim como os magos abriram seus tesouros para oferecerem a Jesus o que de mais precioso têm – seus corações – oferecendo- os a Jesus Cristo, para neles fazer a morada e seus corpos serem transformados em templos do Espírito Santo.
                           Maio, 1900. Henrique Carpenter.

JORNAL O PURITANO.
Ano I, Nº 53. Rio de Janeiro, 7 de Junho de 1900, p. 3.

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