terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A OVELHA PERDIDA




     Numa noite de fevereiro em Kerry, na Irlanda, alguém chamou à minha porta. Um senhor que eu não conhecia me procurava. Pediu-me desculpas pela hora, mas disse que seu caso era urgente. Tinha um filho que estava agonizando e querendo que um pastor falasse com ele.

   Eu, de imediato, fui com ele. Seu casebre estava localizado ao lado de um morro alto. Ficava tão isolado que não me surpreendi de não tê-lo visto antes. Quando entramos na casa, uma senhora se levantou e me ofereceu uma cadeira. Em um canto, sobre uma cama de palha, vi o rapaz, que tinha cerca de dezessete anos. Padecia de tuberculose e era óbvio que a morte se aproximava.

    Expliquei ao rapaz o propósito de minha visita e perguntei-lhe se tinha esperança de ser salvo. Mas era evidente que ele não entendia do que eu falava. Disse-me que não sabia ler, mas que tinha ouvido falar um pouco de Deus e do julgamento.

Como não sabia ler, a Bíblia lhe era um mistério; não entendia nada da salvação. Fiquei aflito, pois ali estava uma alma a ponto de entrar na eternidade sem entender a sua necessidade da salvação e do sacrifício de Jesus para ele poder ser salvo. O que podia fazer? Pedi a Deus que me desse sabedoria para ajudar aquele jovem a entender. Eu lhe disse:

— Meu jovem, você está gravemente doente.

— Eu sei — respondeu-me.

— Quanto tempo faz que está com essa tosse? — perguntei-lhe.

— Já faz quase um ano.

— Os rapazes irlandeses estão acostumados ao ar frio. O que aconteceu que lhe fez adoecer?

— Foi o seguinte. O frio também não me fazia mal até aquela vez em que uma das ovelhas se extraviou. Meu pai me mandou buscá-la. Tinha caído neve e fazia muito frio. O vento passava por meu corpo como uma faca. Não me incomodou muito porque eu estava muito preocupado com a ovelha de meu pai.

— E você a encontrou? — perguntei-lhe.

— Ah, sim! Eu continuei procurando até encontrá-la.

— E como a trouxe para casa?

— Sim, a trouxe para casa sobre meus ombros.

— Eu imagino que seu pai ficou muito alegre ao vê-la, não? — perguntei-lhe.

— Claro que sim! Ficou muito satisfeito.

    Que maravilha, eu pensei. Essa é a história do evangelho.
     Abri a minha Bíblia e li em Lucas 15:3-7. O rapaz compreendeu facilmente a parábola e me ouviu com muito interesse quando lhe expliquei o significado.

— Deus nos criou, mas nós, como a ovelha, nos desgarramos em nossos pecados. Vivíamos longe da santidade de Deus e expostos ao inferno. Mas Deus enviou o seu Filho Jesus para nos buscar. Ele morreu por nós. Se nos arrependermos e aceitarmos o que fez por nós, Ele nos leva a Deus e nos reconcilia com Ele. Assim,
quando morrermos, vamos estar com Ele eternamente.

    O Senhor abriu o entendimento do rapaz, e ele compreendeu a sua necessidade. Arrependeu-se e abriu o seu coração para aceitar Jesus como o seu Salvador.

     Dentro de dois dias morreu, mas partiu com paz no coração. Suas últimas palavras foram estas: “Jesus, meu Salvador e meu Pastor”.
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Prezado leitor, você tem percebido sua necessidade do Grande Pastor para lhe salvar de seus pecados e de sua condição perdida? Deus também lhe oferece a oportunidade de voltar ao redil com ele. Você não deve menosprezar a oportunidade.

A TOCHA DA VERDADE. Vol. 1. Nº 4.

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