terça-feira, 15 de março de 2016

O ARREPENDIMENTO ACHADO




    Uma vez saí em busca do arrependimento.

    Dia e noite o procurei por toda a cidade da consciência.

    Perguntei a várias pessoas se o conheciam e sabiam onde ele vivia, porém todos me respondiam que nunca o haviam visto.
Encontrei um professor, venerável ancião, que me disse como era e me aconselhou a buscá-lo ferventemente, mas não me disse onde o acharia.

Então com o meu coração entristecido saí ao redor da cidade, e comecei a subir uma colina, até que cheguei a divisar uma cruz e pus-me a contemplá-la. Nisto senti que alguém me tocava no ombro e uma voz terna e suave me dizia:

Ei-lo! Ei-lo!   

Adormeci e sonhei.

   Vi, não mais aquela cruz que antes havia contemplado, porém, outra na qual estava o Salvador crucificando que me dizia: “Vós não quereis vir a Mim para terdes vida?” Arrependei-vos e crede no Evangelho”. Senti então que o meu coração se abria. Ah! Arrependimento! Há tanto tempo que te busco, onde estavas?
Sempre me encontrarás aqui, me respondeu, aqui aos pés do meu Salvador Crucificado. Estou para sempre ao lado d’Ele.

Jornal O Mensageiro.  Ano IV, Nº 22.
São Francisco do Sul-SC, 11 de Outubro de 1919, p. 2.

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