segunda-feira, 6 de junho de 2016

A INQUIETAÇÃO




A INQUIETAÇÃO

“Não andeis, pois, inquietos”
(Mateus 6:31)
(...)
“Muitas e várias são as causas capazes de provocar em nós a inquietação, como sejam: prejuízos materiais, incertezas em negócios, doenças, agravos, temores quanto ao futuro, maus pressentimentos, etc. É inegável que o maior número de causas, são mais imaginárias do que reais. E quando mesmo as causas são reais, a inquietação nada pode melhorar o nosso estado, mas pode piorá-lo muito. Assim sendo, a inquietação não tem razão alguma verdadeira para existir; não tem explicação plausível – é um mal e só um mal, e deve, portanto, ser desarraigado do nosso ser. Mas, como fazê-lo, se ele se enraíza em nosso espírito mais segura e profundamente que o cancro? Um remédio humano não tem poder de fazê-lo; só um remédio da farmacopeia divina.

É a Escritura Sagrada que nos fornece a receita infalível para debelar tão insidiosa quão persistente moléstia. O Mestre divino, após ter mostrado que 0 Pai, Eterno e Poderoso, cuida de seus filhos (Mat. 6:19-34), ordenou: “Não andeis, pois, inquietos”. A fé viva na proteção divina, deve levar-nos a entregar tudo nas mãos de Deus. E o apóstolo Paulo, na sua epístola aos Filipenses (4:6 e 7), nos explica o que devemos fazer quando nos virmos assaltados da inquietação. Diz-nos ele: “De nada estejais solícitos; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Jesus Cristo.”

Jornal Baptista. Ano XVII, Nº 28.
Rio de Janeiro-RJ, 12 de Julho de 1917.


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