Foto: Nordmander, 14 de Outubro de 1855, p. 153
Acervo Biblioteca Nacional da Noruega
No ano de 1521, Martinho Lutero (1483-1546) foi julgado perante a Dieta de Worms, por causa de seus escritos, e como o reformador não se retratatou do que escreveu, o Edito de Worms prolatou contra ele uma sentença, que o considerou um fora da lei.
"Por este edito, sentença de banimento foi proclamada, não somente contra Lutero, mas contra todos os seus aderentes, patronos, e amigos. Os seus escritos e os deles eram para serem queimados, e uma censura de todo material impresso foi instituída [...]. O edito ordenou a todos, que depois da expiração de vinte e um dias do salvo-conduto, não era para abrigar Martinho Lutero, sob pena de incorrer na acusação de auto-traição, não era para dar a ele, comida ou água, mas era para capturá-lo, onde quer que fosse encontrado, e entregá-lo sob guarda segura ao imperador. Qualquer um poderia deter e prender, os aderentes de Lutero, e tomar posse de seus bens. [...]." (ZIMMERMANN, William. A popular history of Germany. 1878, p. 1385)
A sentença do Edito de Worms também declarou Martinho Lutero, um herege, e réu de lesa-majestade.
O dicionário bíblico Easton Illustrated Bible Dictionary, 1893, p. 324, traz como um dos significados da palavra heresia, a seguinte definição:
"Heresia, de uma palavra grega que significa (1) uma escolha, (2) a opinião escolhida [...]."
Depois que Martinho Lutero deixou o recinto de seu julgamento em Worms, o Príncipe Frederico da Saxônia ordenou que seus soldados encontrassem o reformador pelo caminho, e o levasse em segurança para o Castelo de Wartburgo.
Durante o período que ficou escondido, no Castelo de Wartburgo, Martinho Lutero traduziu o Novo Testamento para o alemão, e sua tradução foi publicada em 1522, na cidade de Wittemberg.
A sentença contra Martinho Lutero que prolatada no Edito de Worms, em 1521, nunca foi cumprida.
A sentença de Martinho Lutero © 2026 by Daiane Firme Cavalcante is licensed under CC BY-NC-ND 4.0


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