A Bíblia no Vale Amazônico

 

Barco da Sociedade Bíblica Britânica, ancorado na vila de Mucajá, no Amazonas
Foto: The Bible in the World, Janeiro de 1935, p. 21

Em 1934, C. H. Morris, agente da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, junto com dois colportores, e um cozinheiro, fizeram uma viagem de colportagem pelo interior do Estado do Amazonas.

C. H. Morris reportou detalhes desta viagem no artigo de sua autoria, intitulado Colportage in Amazonia, que publicado na revista The Bible in the World, Janeiro de 1935, p. 21-22.

"Com dois colportores e um cozinheiro, eu recentemente deixei Manaus a bordo do maior barco da Sociedade Bíblica. Nós estamos agora, ancorados em frente da cidade de Itacoatiara. Nosso objetivo é uma região, na qual está situada a cidade de Maués, onde esperamos gastar cerca de seis semanas em colportagem, antes de retornar para Manaus. [...]. No Rio Maués, na principal cidade do mesmo nome, visitamos muitos imigrantes japoneses, entre os quais, encontramos muitos cristãos.[...]. Em quase toda casa japonesa, nós encontramos uma Bíblia, ou um Novo Testamento. Encontramos um homem idoso, que era uma perfeita inspiração: ele dificilmente poderia falar uma palavra em português, contudo ele entendia inglês. [...]. Ele é um metodista [...]. Toda manhã, às 6 horas, ele conduz leitura da Bíblia e oração, em sua casa. Os jovens companheiros que vivem com ele, a maioria deles são parentes, são também um grupo feliz. No Domingo à tarde, eles vieram à bordo do barco, e trouxeram seus hinários, porque eles estavam ansiosos para cantar. Eles escolheram muitos dos antigos favoritos, e cantaram na própria língua deles, os colportores cantaram em português, enquanto eu, me pediram para cantar em inglês. [...]. Nós conduzimos duas reuniões na casa do J. MacComb, em Maués, ele anteriormente foi um missionário da Heart of Africa. [...]. No alto Rio Guaranatuba, nós entramos em algumas das malocas dos índios Maués. [...]. Nós encontramos três que podiam ler um pouco, muito pouco, eu creio. Um destes, deu ao colportor Bellarmino uma cesta de palha delicada, e muito bem feita, que foi aclamada como uma grande recordação, em troca de um Novo Testamento. Outro recebeu um Novo Testamento em troca de algumas sementes de cumaru. [...]."

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